80 anos de hotelaria e turismo  
     

Maria Herminia Rosa e Augusto Duarte Alegre conheceram-se quando Maria Hermínia, natural do Barril (Mortágua) veio trabalhar para para o Luso em 1917. Casaram em 1920 e depressa surgiram os seus rebentos: António Duarte Alegre (1921), Mariana Augusta Rosa Alegre (1924), Manuel Rosa Alegre (1927) e Óscar Rosa Alegre (1929).

Com quatro filhos, depressa se concluiu, especialmente por parte de Maria, que a família teria de procurar uma solução que permitisse rendimento suficiente para garantir uma vida e educação digna para os filhos.

Essa solução surgiu em Maio de 1931, com o estabelecimento da Pensão Alegre. Quer os serviços quer as instalações foram continuamente melhorados até hoje, ganhando em qualidade e classificação, até atingir a actual designação de "Hotel Alegre".

 
 

A primeira localização da Pensão Alegre foi num edifício pertença de Alexandre de Almeida e que existia no local onde hoje é o Hotel Éden.

Dotada de uma inata habilidade para a cozinha e negócio, Maria Herminia, cedo expandiu a empresa, começando a usar como zona extra de quartos o edifício em frente (actualmente a residencial Imperial) e tornando-se concessionária da "Casa de Chá" onde vendia a sua famosa pastelaria (foto abaixo com Isabel Pedro Alegre)

Os tempos eram de aumento da procura do Luso por parte dos termalistas e assim a solicitação de alojamentos e alimentação na Pensão Alegre não parou de subir durante os anos que se seguiram.

Na revista do Turismo de 1939 - nr 22 (3 meses antes do início da 2ª Grande Guerra), foi publicado o seguinte anúncio que mostra, de alguma maneira, o espírito e popularidade do termalismo nesses tempos.

 
 
Na época, o Grande Hotel das Termas de Luso era apenas um projecto. O aumento da procura termal tornou necessária a mudança da unidade hoteleira para um edifício maior, com mais espaço e mais quartos.

Na mesma revista aparece igualmente a primeira referência à mudança para o actual edifício - o palácio do Conde da Graciosa - antigo Hotel Coimbra (foto abaixo)

Apesar de se encontrar fechado e em más condições há muitos anos, o novo edifício tinha tudo o necessário para o continuar da política de expansão da empresa.

Alguns restauros tiveram de ser feitos imediatamente de modo a garantir o essencial de higiene e funcionalidade, indispensáveis a uma casa deste tipo.

Sem poder prever os tempos de guerra que se avizinhavam, foi com um misto de ousadia e coragem que foi iniciado mais um estágio da história da empresa.

Mesmo durante a Guerra, o Luso continuou a ser sazonal relativamente à procura termal, o que obrigou os filhos a procurar empregos complementares.

Mais tarde, o dono do edifício e grande amigo da família, D. Francisco Osório, conde de Foz de Arouce, que não tinha herdeiros directos, propôs que o edifício fosse adquirido pela família em vez de continuar com o arrendamento.

Na altura Mariana Alegre e Manuel Alegre, tomaram a decisão de adquirir o edifício, o que foi concretizado em 1956.

 
 
Fazendo face às suas próprias ambições, os filhos começaram a procurar novas soluções (algumas vezes por força dos factos) mas de um modo geral, sempre ligados à hotelaria, a vida que sempre conheceram até então.

Nesta altura, foi Mariana Alegre que, face à idade dos fundadores da casa, assumiu a direcção da unidade hoteleira, cargo que manteve até 1986.

Durante esta época, Oscar Alegre trabalhou em Coimbra, Monfortinho, Lisboa, Luanda (onde casou com a sua esposa Isabel Ferreira Pedro) e Viseu (onde terminou a sua carreira como sub-director do Hotel Grão-Vasco). Do seu casamento teve uma filha, Ana Margarida Ferreira Alegre, que optou por não continuar a tradição hoteleira familiar, optando pela carreira docente.

Ao mesmo tempo, Manuel Rosa Alegre, trabalhou em Coimbra, no Grande Hotel do Luso, Hotel Astória de Monfortinho (onde casou com a sua esposa Maria Ressurreição Soares Gouveia), Hotel Turismo de Castelo Branco, Hotel Praia Mar em Carcavelos, Pousada da Ria em Aveiro, retornando em 1978 ao Grande Hotel do Luso, onde terminou em 1986 a sua carreira por conta doutrem.

Maria Alegre, solteira e sem filhos, vivendo em função dos sobrinhos, pediu na altura o apoio de Manuel no sentido de que este assumisse a direcção da empresa.

Infelizmente devido à diminuição da procura termal e talvez pelo facto da ausência de descendência directa, Mariana Alegre não efectuou durante alguns anos, as necessárias decisões estratégicas no sentido da modernização e expansão do negócio.

Foi num edifício relativamente desgastado e envelhecido que Manuel Rosa Alegre e Maria Ressurreição Soares Gouveia Alegre, assumiram a direcção da empresa em 1986.

 
 

Do seu casamento, Manuel e Maria Ressurreição, tiveram dois filhos, Maria de Fátima Gouveia Alegre e Nuno Manuel Gouveia Alegre.

Nascidos e criados dentro de hoteis, onde o seu pai era director e a mãe governanta, depressa desenvolveram a aptidão para o negócio da arte de bem receber, encarando a hotelaria, não como um emprego, mas como um prazer.

Com o apoio de toda a família, foi desde 1986 que Manuel Alegre remodelou e modernizou a unidade hoteleira, transformando-a num líder de mercado e um marco no que concerne à qualidade no panorama hoteleiro da vila termal de Luso.

Sempre a par com as modernas exigências dos seus clientes, a empresa criou a sua primeira página web em 1996 e desde então, começou a utilizar a internet para vendas e publicidade, trabalhando com os mais prestigiados operadores globais.

Alguns com a criatividade necessária para novos projectos e outros com a experiência de gestão necessária à resolução de problemas diários, é esta a equipa que irá continuar no Século XXI, um projecto nascido em 1931 e que tem o orgulho de fazer sentir bem acolhidos, todos aqueles que nos escolhem, para passar os seus tempos de lazer.

BEM VINDOS AO NOSSO HOTEL!...

... a sua presença é uma honra para nós!